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Drenagem linfática pós-operatório: quando começar e quantas sessões fazer

O tempo entre a cirurgia e a primeira drenagem influencia diretamente o risco de fibrose. Entenda o protocolo e o que esperar de cada fase.

6 min de leitura
Por Equipe Fisioclínica Vinhedo
Drenagem linfática pós-operatório: quando começar e quantas sessões fazer

Depois de uma cirurgia plástica, o resultado que você vai ver daqui a seis meses começa a ser definido nas primeiras semanas. A drenagem linfática pós-operatória é a peça que mais influencia esse período — e o momento de começar importa tanto quanto o número de sessões.

Por que o edema aparece

Toda cirurgia rompe vasos linfáticos. O sistema linfático é a rede que recolhe o líquido que sobra entre as células e devolve à circulação — quando parte dessa rede é interrompida, o líquido acumula. É esse acúmulo que você vê como inchaço.

O problema não é o inchaço em si, é o que ele pode virar. Líquido parado em contato com o tecido em cicatrização favorece a formação de fibrose: um tecido endurecido, irregular, que deixa a área com nódulos e ondulações. Fibrose instalada é bem mais difícil de tratar do que prevenir.

Quando começar a drenagem

O ideal é iniciar entre o segundo e o quinto dia de pós-operatório, sempre com liberação do cirurgião responsável. Quanto mais cedo o líquido começa a ser mobilizado, menor a chance de ele organizar fibrose.

Quantas sessões são necessárias

O protocolo padrão fica entre 10 e 20 sessões, distribuídas assim: na primeira e segunda semana, 3 a 5 sessões semanais; a partir da terceira semana, 2 a 3 por semana; depois espaçando conforme a redução do edema e a evolução da cicatriz.

Cirurgias mais extensas — abdominoplastia associada a lipoaspiração, por exemplo — costumam exigir a faixa superior desse intervalo.

Como é a sessão

A drenagem linfática manual é feita com pressão leve e movimentos lentos, seguindo o trajeto dos vasos linfáticos em direção aos gânglios. Não é massagem vigorosa — pressão forte comprime os vasos superficiais e atrapalha a drenagem em vez de ajudar.

Conforme a cicatriz evolui, a sessão passa a incluir mobilização do tecido cicatricial e, quando indicado, recursos como ultrassom e radiofrequência para trabalhar áreas com endurecimento inicial.

Sinais de alerta

  • Vermelhidão que aumenta, calor local e febre — pode indicar infecção
  • Dor que piora progressivamente em vez de reduzir
  • Aumento súbito de inchaço em um lado só
  • Saída de secreção com odor pela incisão

Qualquer um desses sinais é motivo para contato imediato com o cirurgião, não para esperar a próxima sessão.

Drenagem fora do pós-operatório

A drenagem linfática também é indicada para retenção hídrica, desconforto de TPM, pernas pesadas ao fim do dia e inchaço após viagens longas. O protocolo é mais curto e a frequência menor, mas o princípio é o mesmo.

Perguntas frequentes

Quando começar a drenagem linfática após cirurgia plástica?

O ideal é entre o 2º e o 5º dia de pós-operatório, sempre com liberação do cirurgião. Quanto antes o líquido é mobilizado, menor o risco de fibrose.

Quantas sessões de drenagem linfática pós-operatória são necessárias?

O padrão é de 10 a 20 sessões: 3 a 5 por semana nas duas primeiras semanas, 2 a 3 a partir da terceira, espaçando conforme a evolução. Cirurgias mais extensas exigem a faixa superior.

Drenagem linfática dói?

Não. É feita com pressão leve e movimentos lentos. Pressão forte comprime os vasos linfáticos superficiais e prejudica a drenagem em vez de ajudar.

Drenagem linfática previne fibrose?

Reduz significativamente o risco. A fibrose se forma quando o líquido fica parado em contato com tecido em cicatrização — mobilizar esse líquido cedo é a principal medida preventiva.

Preciso de autorização do cirurgião?

Sim. Cada cirurgia tem protocolo próprio de manipulação, e trabalhamos sempre alinhados à orientação do cirurgião que operou.

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